Manhã nem fria e nem quente, morna como a manhã de recife costuma ser. Digo costuma, mas devido ao temperamento dúbio da cidade nunca se sabe quando vai chover, se no meio de um céu aberto ou nublado. Minha cidade é assim, temperamental.
Mas hoje amanheceu como eu queria que amanhecesse. Sol ainda esquentando a caldeira. Vitamina D e sensação de estar vivo, era isso que queria. Vento na cara e eu me sinto bem.
Calcei os novos cascos e botei um podcast para rodar. Andei pelo meu bairro quase que flutuando, aportei na universidade, aquele espaço verde melancólico, boêmio e confortável.
Tem uma espécie de depósito na pista de cooper. Tem algum símbolo na frente indicando contaminação. Não sei se foi uma intervenção artística ou há realmente algo tóxico sob aquele teto. E é o teto que mais me chama a atenção. Coberto por uma cabeleira verde, aquele prédio parece se unir as árvores e aquela atmosfera tomada por Gaia.
Enfim, estou tentando voltar a caminhada e quem sabe correr. Um passo de cada vez, um passo no largo do paço.
Sigamos, caminhar é preciso.
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