segunda-feira, 15 de abril de 2024

Casa Grande

Não se chega ao fim daquela ponte.

Ligam-nos, por querer, os nosso toques, e

Amputam os nossos olhares.


Pois, a cor tabuleiro ressoa em tons amargos.

Sangue e chá,

Respectivamente.

Uns tronco e chicote

Outros cama e afago.


Algo que não trago e

Tampouco consigo trazer

É que sendo RUBRO o sangue

Pintam-me por dentro PURPURO

E em ti, VERNIZ de grilhão.


Numa diferença rasteira

Que me lacrimeja a pele, em suor,

Num murmúrio egoísta 

De linho e algodão...

Que tu colhes, debaixo de sol.


Eu na varanda reclamando mormaço,

Numa agoniante dose quente de uísque!

A Casa grande e suas minúsculas agonias...

A casa baixa, minúscula, que de tão grande a agonia

Bifurca:

Chororô 

ou

Gritaria.

Ilustração - Casa Grande e Senzala (Freyre. 2003) 

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